Um dos segmentos que mais crescem no Brasil é o de decoração e design de interiores, além do próprio setor de construção civil. Por isso mesmo, a busca por soluções como a da paleta monocromática tem sido cada vez maior.

Inclusive, passamos por uma fase de verdadeira ressignificação da moradia e do lar como ambiente básico da vida. Isso aconteceu sobretudo após a pandemia de 2020, resgatando um pouco da importância do espaço doméstico.

Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, famosa empresa da área, no último período verificado o setor de Casa e Decoração demonstrou uma curva positiva de 23,5%.

Lembrando que isso inclui desde a compra dos artigos típicos do setor, até a contratação de serviços como o de uma empresa de gesso acartonado, que faça instalações, manutenções e afins, aquecendo o mercado do mesmo modo.

Nesse cenário, a paleta monocromática surge como uma escolha disruptiva, que visa evitar a poluição visual e encontrar um equilíbrio perfeito no tocante a cores. O que vai imprimir uma personalidade própria a todos os elementos decorativos.

Contudo, não é tão fácil iniciar um projeto ou implementar melhorias, já que algumas regras precisam ser levadas ao pé da letra. Além do mais, há alterações que podem exigir um esforço redobrado da atenção, ou mesmo a terceirização de mão de obra.

Como a instalação de uma divisória piso teto, trabalho que exige ferramentas mais pesadas e envolve esforços feitos no alto. Como tudo isso demanda conhecimentos e cuidados profissionais, também pede a ação de um profissional da área.

No caso da decoração, há muitas iniciativas que podem ser feitas por conta, mas mesmo elas pedem um conhecimento prévio sobre tudo o que vai ser realizado.

Por isso decidimos escrever este artigo, trazendo aqui alguns conceitos imprescindíveis para melhor compreensão do que é a paleta monocromática. Além de dicas práticas que qualquer um pode usar para aplicá-la em sua própria decoração.

O mais bacana é que essa paleta tem sido tão aplicada, que já é possível utilizá-la dos modos mais criativos possíveis, indo desde texturas e padrões até um papel para modelagem, que pode ajudar a criar efeitos bem bacanas.

Então, se você quer entender como exatamente tudo isso é possível, tornando seus ambientes muito mais estilizados e aconchegantes, basta seguir adiante na leitura.

O que é o monocromático?

A monocromia, que no caso da decoração assume o sentido de paleta monocromática, nada mais é do que uma resposta ao círculo cromático clássico, que envolve as cores primárias e suas variações mais comuns.

Assim, o uso das cores permite uma infinidade de possibilidades e tons diferentes, em contrapartida o uso de uma cor apenas tende a gerar um belo efeito de contraste. A tônica que essa escolha imprime a um ambiente segue alguns princípios, entre os quais:

  • Um aspecto moderno;
  • Um tom harmônico;
  • Uma proposta disruptiva;
  • Um ar clean e ousado.

Se fosse aplicado a uma pintura de fachadas, por exemplo, o foco estaria em escolher uma cor principal e aplicá-la a todos os elementos de concreto e alvenaria.

Por sua vez, os elementos secundários como portas, janelas, grades e varandas teriam duas escolhas. Ou seguir uma variação próxima da cor principal na paleta, ou então assumir uma identidade de destaque perante a monocromia da fachada principal.

Além do mais, essa paleta pode ser aplicada não apenas à parede, mas também aos móveis, acessórios, texturas, revestimentos, artes e objetos em geral. Afinal, tudo isso faz parte da decoração.

Portanto, engana-se quem pensa que lidar com uma cor é mais fácil que lidar com várias. Até porque, essa “uma cor” vai influenciar todo o conjunto decorativo de um cômodo, ou mesmo de uma construção inteira, a depender da proposta.

Daí que seja tão difícil fazer o monocromático não resvalar no monótono, por falta de vivacidade ou de combinações interessantes. Veja adiante como não cair nisso, mas sim conseguir algo elegante, harmonioso e super moderno.

Escolhendo a cor originária

Como vimos, a paleta monocromática nada mais é do que a aplicação de uma cor original predominante, cercada de tons, matizes, degradês e variações próximas dela no círculo das cores.

Por isso mesmo, o grande segredo é saber escolher uma cor originária que, no fim das contas, leve ao resultado final desejado.

No fundo, estamos falando de um objetivo ou planejamento, tal como uma empresa de automação predial que precisa colocar uma meta clara assim que é fundada.

O ponto de partida desse planejamento é entender a funcionalidade do cômodo em questão, ou o estilo desejado (em termos de identidade visual) para o caso de uma decoração mais abrangente.

Por exemplo, dormitórios com cores vivas e chamativas demais podem atrapalhar o sono, então não faria sentido trabalhar a monocromia com base no vermelho. Porém, ele pode ficar perfeito em uma recepção, em uma galeria de arte ou mesmo na cozinha.

Outro exemplo tem a ver com a realidade do espaço que será trabalhado, como imposições a respeito do tamanho que ele tem. Não trabalhar o preto em ambientes muito fechados é fundamental, pois as áreas menores exigem cores fracas.

Ou seja, o branco, o creme ou o pastel podem ser cores originárias perfeitas para uma decoração monocromática de uma sala de estar pequena, ou de um escritório que também não disponha de tanto espaço útil.

Destacar ou exagerar?

Um risco que o estilo monocromático corre o tempo todo é o de cair no exagero, pois é comum a pessoa ficar com medo do monótono e então exagerar nas variações e nos matizes.

O melhor modo de evitar isso é predefinindo o que merece destaque naquele ambiente, pois assim você vai saber onde “imprimir” a cor originária.

Assim, se o teto do ambiente determinou que a cor principal vai ser o amarelo canário, o carpete em placas do piso pode puxar para um tom mais claro, gerando um contraponto coerente e harmonioso.

Depois, para não cair em outros exageros, é possível usar um ou dois pontos de apoio como destaque, fazendo com que eles oscilem entre o amarelo mais forte e o mais fraco.

Por exemplo, abajures e almofadas podem ter um tom próximo do mostarda, desde que os tapetes maiores e as cortinas amenizem isso com uma cor pastel.

Por dentro das peças de arte

Engana-se muito quem pensa que peças de arte são apenas os quadros e pinturas.

Embora eles realmente tenham a exclusiva finalidade de enfeitar (já que quase nunca há uma funcionalidade pragmática neles), há outros objetos que também podem servir como elementos artísticos, embora tenham uma função preestabelecida.

O maior exemplo são os vasos, frascos e as plantas. A começar pelas plantas, sobretudo as da cozinha, que podem ser cuidadas em casa e são úteis, dando um toque estético ao ambiente.

Imagine algumas pimentas, por exemplo, ou mesmo os famosos tomatinhos, que podem complementar uma cor originária vermelha de modo incrível.

Já os vasos e frascos permitem ir além, pois fazem sentido em qualquer cômodo, seja ele residencial ou comercial. Sem dizer que são autônomos, então uma mesa em forma de disco de alumínio pode funcionar mais ou menos como um pedestal para um vaso.

Se ele tiver uma planta dentro, servirá como um artigo funcional. Porém, caso se imponha como artefato estético apenas, cumprirá o papel de peça de arte no sentido mais original do termo, gerando o que na decoração se chama “interesse visual”.

Já a arte no sentido primário, de quadros e pinturas, precisa seguir a mesma lógica. Também há dicas de ouro, como o fato de que traços retilíneos puxam mais para cores frias, já que ambos são sóbrios, sérios ou mesmo solenes.

Também assim, os traços mais arredondados vão melhor com cores quentes, que transmitem uma sensação de informalidade, aconchego e descontração.

O poder dos móveis

Não é possível negar o papel dos móveis, utensílios e até eletrodomésticos na decoração de qualquer ambiente, especialmente na busca do apelo monocromático perfeito.

Os elementos essenciais aqui continuam sendo os tradicionais, como o rack e os sofás em uma sala de estar, o fogão e a geladeira em uma cozinha, a cama e o guarda-roupa em um dormitório e daí em diante.

O bacana é que eles podem definir a cor originária, imprimindo o estilo de paredes e texturas, ou então podem seguir a cor principal, caso ela já esteja determinada por um desses outros elementos constitutivos da decoração.

O fato é que esses elementos devem se integrar na identidade monocromática, mesmo em outros tipos de ambientes, como escritórios ou ainda uma sala de jantar, que conta com móveis diferentes de uma sala comum.

Por exemplo, se um carrinho de carga dobrável (utilizado em ambientes industriais) não precisa combinar com algum elemento de decoração da firma, já um carrinho bar precisa seguir o estilo e a paleta da mesa central da sala de jantar.

Conclusão

Enfim, a paleta monocromática tem se disseminado cada vez mais no ramo de Casa e Decoração, não como uma solução simplista, mas justamente como algo disruptivo e enriquecedor.

A grande vantagem é que ela funciona com harmonia e gera muito valor, podendo revitalizar espaços domésticos ou mesmo comerciais. Com as nossas dicas, certamente você conseguirá o resultado desejado, tornando o ambiente muito mais bonito e marcante.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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